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Brasil reavalia veto e abre caminho para acordo comercial parcial entre Mercosul e China

O Brasil reconsidera sua política externa e sinaliza abertura para um acordo comercial parcial entre o Mercosul e a China, impulsionado por um novo cenário global e a busca por diversificação de parceiros.

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Foto: G1 Mundo
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16/02 às 05:00

Pontos principais

  • O Brasil está considerando, pela primeira vez, um acordo comercial parcial entre o Mercosul e a China, marcando uma mudança em sua política externa histórica.
  • A reavaliação ocorre devido à busca da China por laços comerciais mais profundos e às tarifas impostas pelos EUA, criando um "novo cenário global".
  • Líderes do Uruguai e da China expressaram o desejo de iniciar negociações de livre comércio entre China e Mercosul o mais rápido possível.
  • Um acordo parcial poderia focar em cotas de importação, procedimentos alfandegários e regras sanitárias, visando abrir espaço no mercado chinês.
  • Desafios incluem a necessidade de consenso entre os membros do Mercosul, dadas as relações do Paraguai com Taiwan e a aproximação da Argentina com os EUA.

O Brasil, historicamente reticente a acordos formais com a China para proteger sua indústria, reavalia sua postura e considera a possibilidade de um acordo comercial parcial entre o Mercosul e o gigante asiático. Essa mudança é impulsionada por um "novo cenário global", caracterizado pela busca chinesa por laços comerciais mais profundos e pelas tarifas impostas pelos EUA, que alteram a dinâmica econômica mundial. A iniciativa ganha força com o desejo expresso pelo presidente uruguaio, Yamandú Orsi, e pelo presidente chinês, Xi Jinping, de iniciar negociações de livre comércio.

Um acordo parcial poderia focar em áreas como cotas de importação, procedimentos alfandegários e regras sanitárias, abrindo novas oportunidades no mercado chinês para os países do bloco. Contudo, a concretização enfrenta desafios significativos, incluindo a necessidade de consenso entre os membros do Mercosul, especialmente devido às relações do Paraguai com Taiwan e à recente aproximação da Argentina com os EUA. Apesar das dificuldades, especialistas apontam para uma "nova dinâmica regional" que pode impulsionar acordos antes considerados inviáveis.

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