Apesar da ausência de vendas oficiais, é possível ter um Tesla no Brasil via importação independente, processo que envolve custos elevados, burocracia e desafios de manutenção.
Mesmo sem a presença oficial da Tesla no mercado brasileiro, é possível ver modelos da marca, como a Cybertruck, circulando no país. Isso ocorre por meio da importação independente, um processo legal, mas complexo e oneroso, que permite a pessoas físicas e jurídicas trazerem veículos para uso próprio. A burocracia é extensa, exigindo que o carro seja considerado 'novo' (com até 300 km rodados) e obtenha aprovações de órgãos como Ibama e Denatran, além de compatibilidade com a renda do importador.
Os custos são um fator determinante, com impostos de importação, IPI e ICMS, somados ao transporte, podendo dobrar o valor original do veículo. Além disso, a manutenção e a garantia representam grandes desafios, já que as fabricantes não têm obrigação de oferecer suporte para carros importados de forma não oficial. O combustível brasileiro, com 30% de etanol, e as condições das estradas também podem afetar veículos não adaptados. Essa modalidade é geralmente procurada por consumidores que buscam exclusividade em modelos de luxo não disponíveis no mercado nacional.