Fernando Haddad e Geraldo Alckmin demonstram resistência em se candidatar ao governo de São Paulo em 2026, refletindo o histórico de mau desempenho do PT e a ascensão da direita no estado, apesar da pressão do presidente Lula.
Fernando Haddad e Geraldo Alckmin têm demonstrado resistência em aceitar candidaturas ao governo de São Paulo em 2026, mesmo diante da pressão do presidente Lula para formar um palanque forte. Essa hesitação reflete o histórico de dificuldades do Partido dos Trabalhadores no estado, marcado por sucessivas derrotas e um encolhimento significativo, especialmente com a ascensão da direita no interior paulista. Haddad, apesar de ser visto como o nome mais apto para enfrentar o atual governador Tarcísio de Freitas, acumula um histórico de três derrotas consecutivas em eleições majoritárias, o que pesa em sua decisão.
Alckmin, por sua vez, não demonstra interesse na disputa, e seu partido, o PSB, prioriza sua manutenção como vice-presidente. A preocupação de Lula é justificada pelo fraco desempenho da esquerda em São Paulo, evidenciado pelo pior resultado do PT nas eleições municipais de 2024. Especialistas e petistas ressaltam a importância estratégica de São Paulo para as eleições presidenciais, apesar dos desafios históricos do PT em conquistar o eleitorado do interior. A busca por um palanque robusto leva o PT a considerar outros nomes, como Simone Tebet e Marina Silva para o Senado, além de Alckmin, na tentativa de reverter o cenário desfavorável.