Um médico ortopedista foi sentenciado a 10 anos de reclusão no Paraná por corrupção passiva, cobrando indevidamente por procedimentos que deveriam ser gratuitos a pacientes do SUS.
O médico ortopedista Lucas Saldanha Ortiz foi condenado a 10 anos de prisão por corrupção passiva, após cobrar indevidamente pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em Toledo, Paraná. A sentença, proferida pelo juiz Murilo Conehero Ghizzi, detalha que Ortiz agia com “consciência e vontade” para extorquir “vítimas mais vulneráveis”, cobrando valores que variavam de R$ 50 a R$ 200 por procedimentos que deveriam ser gratuitos. Os crimes ocorreram entre os anos de 2015 e 2017.
Em sua defesa, o médico alegou que os valores eram destinados ao custeio de materiais como luvas, agulhas e anestesia, ou para o pagamento de instrumentadores cirúrgicos, justificando a prática pela suposta falta de estrutura hospitalar. No entanto, uma paciente relatou ter sido cobrada em R$ 200 “na mão dele” para uma cirurgia de quadril que, por complicações de saúde, não chegou a ser realizada. A condenação ressalta a gravidade da exploração da vulnerabilidade de pacientes que dependem do serviço público de saúde.