O caso de Itumbiara, onde um secretário municipal matou os filhos e cometeu suicídio, expõe a violência vicária, uma forma de agressão contra a mulher que atinge pessoas próximas para causar sofrimento psicológico.
O trágico caso ocorrido em Itumbiara, Goiás, onde um secretário municipal matou os próprios filhos e cometeu suicídio, serve como um doloroso alerta para a violência vicária no Brasil. Essa forma de violência contra a mulher se manifesta quando o agressor atinge pessoas próximas à vítima, geralmente os filhos, com o objetivo de puni-la ou causar-lhe sofrimento psicológico profundo. No episódio, Thales Machado, secretário de Governo, tirou a vida dos dois filhos e, em seguida, a própria, deixando uma carta que culpava a esposa, uma narrativa comum em casos de agressores que buscam desviar a responsabilidade.
Instituições como o Instituto Maria da Penha e a Defensoria Pública de Goiás (DPE-GO) enfatizam que a violência vicária é uma grave violação dos direitos humanos e uma forma de violência de gênero. O Brasil, ao reconhecer oficialmente essa modalidade, busca estabelecer diretrizes para proteção e resposta interinstitucional. A DPE-GO ressalta que a responsabilidade é sempre de quem comete a violência, e a mulher vítima jamais deve ser culpabilizada por atos de terceiros.