A semana econômica foi marcada por resultados corporativos, com o Banco do Brasil superando projeções, a inflação em linha com o esperado e a Suzano enfrentando um cenário desafiador no setor de papel e celulose.
A semana econômica foi dominada por uma série de resultados corporativos e indicadores macroeconômicos que delineiam o cenário atual do mercado. O Banco do Brasil (BBAS3) surpreendeu positivamente ao reportar um lucro líquido de R$ 5,7 bilhões no quarto trimestre, impulsionado por um efeito tributário favorável, embora a recomendação para o papel permaneça neutra devido a custos de crédito e visibilidade limitada. Paralelamente, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro, que registrou 0,33%, alinhou-se às projeções, solidificando as expectativas de que o Banco Central inicie o ciclo de cortes na taxa Selic já em março.
Contudo, nem todos os setores apresentaram um panorama otimista. A Suzano (SUZB3), por exemplo, divulgou um EBITDA ajustado de R$ 5,6 bilhões, evidenciando as pressões enfrentadas pelo setor de papel e celulose. Em contraste, a Petrobras (PETR4) teve seu preço-alvo elevado para R$ 47, mantendo a recomendação de compra, mesmo com a previsão de resultados menores no último trimestre devido à queda do preço do Brent. No campo dos investimentos, os ETFs ganham cada vez mais relevância como ferramenta estratégica para diversificação, enquanto o fator Valor se destacou em janeiro, superando o Qualidade.