Donald Trump enfrenta acusações de hipocrisia por alegar imunidade presidencial em processos cíveis contra ele, ao mesmo tempo em que inicia múltiplas ações judiciais contra veículos de mídia e outras entidades.
Donald Trump tem sido alvo de críticas por uma aparente contradição em sua estratégia legal, alegando imunidade presidencial para evitar processos cíveis contra ele, enquanto simultaneamente inicia múltiplas ações judiciais contra outros. Seus advogados solicitaram a suspensão de um processo cível em Delaware, argumentando que um presidente em exercício não possui tempo para litígios. Contudo, Trump tem ativamente movido processos contra veículos de mídia, uma editora e um banco, o que tem sido interpretado como uma hipocrisia.
A situação se agrava com o precedente da Suprema Corte dos EUA de 1997, que estabeleceu que presidentes não gozam de imunidade em processos cíveis. Os alvos dos processos de Trump agora utilizam seu próprio argumento de imunidade contra ele, questionando sua capacidade de processar enquanto alega estar muito ocupado para ser processado. Apesar disso, tribunais têm favorecido Trump em alguns de seus próprios processos, rejeitando pedidos para suspendê-los, enquanto sua equipe jurídica defende que a imunidade é vital para a presidência e que ele tem o direito constitucional de responsabilizar quem o difamou.