A queda da Selic beneficia ações de empresas educacionais, mas o setor enfrenta riscos regulatórios e desafios operacionais, especialmente no ensino a distância, com impactos nos lucros a partir de 2027.
O setor educacional brasileiro se encontra em um cenário de contrastes para 2026. A queda da taxa Selic é um fator positivo, impulsionando as ações de empresas mais alavancadas, como Ânima e Vitru Brasil, que se beneficiam de custos de empréstimos mais baixos. No entanto, o otimismo é temperado por preocupações regulatórias significativas, especialmente no que tange ao ensino a distância (EAD).
Analistas do Morgan Stanley apontam para uma potencial disrupção regulatória que pode aumentar os custos operacionais a partir de 2027, afetando substancialmente empresas com grande exposição ao EAD, como Vitru Brasil e Cogna, que podem sofrer com a descontinuação de cursos como enfermagem EAD. Além disso, o setor deve lidar com pressão de preços, uma desaceleração na captação de alunos e a falta de catalisadores para a expansão de margens. A intervenção do MEC na suspensão de vagas em instituições com desempenho insatisfatório também adiciona incerteza à participação de mercado, enquanto a oferta de vagas de medicina cresceu 16% desde junho de 2024.