A invasão russa da Ucrânia em 2022 redefiniu a Europa, gerando crises energéticas, rearmamento militar e realinhamento geopolítico, com impactos duradouros na segurança e economia do continente.
A invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 provocou uma transformação profunda na Europa, impactando sua economia, política e segurança. A dependência do gás natural russo, por exemplo, gerou uma crise energética e de custos para indústrias europeias, forçando o continente a buscar novas fontes e a reduzir drasticamente sua dependência de combustíveis fósseis russos. Este cenário impulsionou uma reavaliação da segurança europeia, com preocupações crescentes sobre a capacidade de coexistir ou resistir a uma Rússia agressiva e a confiabilidade das garantias de segurança dos EUA.
Em resposta, a Europa iniciou um processo de rearmamento e realinhamento geopolítico. Países como Finlândia e Suécia abandonaram décadas de neutralidade para ingressar na OTAN, alterando o equilíbrio de poder no Mar Báltico. Membros da OTAN aumentaram seus gastos em defesa, com a Alemanha, em particular, investindo pesadamente e se tornando o segundo maior gastador da aliança. A guerra também remodelou as políticas europeias, com a ampliação da UE voltando à agenda e a relação com a China sendo reavaliada devido à sua recusa em condenar a agressão russa, marcando uma nova era para a política externa e de defesa do continente.