A FGV aponta que o unilateralismo de Donald Trump e acordos preferenciais criam instabilidade no comércio global, afetando a balança comercial brasileira e expectativas de acordos como o Mercosul-União Europeia.
A Fundação Getulio Vargas (FGV) alerta que a postura unilateral de Donald Trump e a proliferação de acordos preferenciais estão gerando um cenário de incerteza no comércio global. Essa imprevisibilidade afeta diretamente a balança comercial brasileira e as expectativas para negociações cruciais, como o acordo Mercosul-União Europeia. O relatório Icomex/FGV projeta que essa instabilidade deve continuar em 2026, com a possibilidade de um encontro entre Trump e o presidente Lula para discutir tarifas, o que pode influenciar ainda mais o ambiente comercial.
Apesar do cenário global desafiador, a balança comercial brasileira demonstrou resiliência, registrando um superávit de US$ 4,3 bilhões em janeiro de 2026, um aumento significativo de US$ 2 bilhões em comparação com o mesmo período de 2025. A China emergiu como um fator chave para esse resultado positivo, transformando um déficit anterior em um saldo favorável. A União Europeia também contribuiu para o superávit, enquanto outros mercados apresentaram redução de saldo positivo ou aumento de déficit, evidenciando a complexidade e as mudanças nas dinâmicas comerciais globais.