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Trump busca reerguer indústria naval dos EUA, mas investimentos bilionários ainda não se concretizam

Apesar dos esforços do presidente Donald Trump para revitalizar a indústria naval dos EUA, promessas de bilhões em investimentos, como os US$ 20 bilhões da CMA CGM, enfrentam lentidão devido aos altos custos de construção e operação no país.

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Foto: InfoMoney
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12/02 às 06:01

Pontos principais

  • Donald Trump tem como objetivo reerguer a indústria naval dos EUA, visando competir com a ascensão da China no setor.
  • A CMA CGM prometeu um investimento de US$ 20 bilhões nos EUA, mas apenas uma fração desse valor foi efetivada até o momento.
  • Os custos de construção e operação de navios nos EUA são significativamente mais altos, podendo ser até cinco vezes maiores que na Ásia, dificultando a concretização dos aportes.
  • A CMA CGM considerou inviável encomendar navios nos EUA devido ao preço, adicionando apenas um navio com bandeira americana à sua frota, apesar do compromisso inicial.
  • Parte do investimento da CMA CGM tem sido direcionada para portos, que oferecem retornos mais robustos, com aportes em terminais de Nova York, Nova Jersey e Los Angeles.

Os planos do ex-presidente Donald Trump para reerguer a indústria naval dos Estados Unidos, em um esforço para conter o avanço da China no setor, têm enfrentado desafios significativos. Apesar de promessas de investimentos bilionários, como os US$ 20 bilhões anunciados pela gigante de transporte marítimo CMA CGM, a concretização desses aportes tem sido lenta. Os altos custos de construção e operação de navios em solo americano, que podem ser até cinco vezes maiores do que na Ásia, tornam a efetivação desses investimentos uma tarefa complexa.

A CMA CGM, por exemplo, avaliou a encomenda de navios nos EUA, mas considerou os preços inviáveis, adicionando apenas um navio com bandeira americana à sua frota, em contraste com o compromisso inicial. Grande parte do investimento da empresa tem sido redirecionada para o setor portuário, que oferece retornos mais robustos, com aportes em terminais estratégicos como os de Nova York, Nova Jersey e Los Angeles. A Casa Branca, no entanto, continua a divulgar essas promessas como um indicativo da habilidade diplomática de Trump.

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