Apesar dos esforços do presidente Donald Trump para revitalizar a indústria naval dos EUA, promessas de bilhões em investimentos, como os US$ 20 bilhões da CMA CGM, enfrentam lentidão devido aos altos custos de construção e operação no país.
Os planos do ex-presidente Donald Trump para reerguer a indústria naval dos Estados Unidos, em um esforço para conter o avanço da China no setor, têm enfrentado desafios significativos. Apesar de promessas de investimentos bilionários, como os US$ 20 bilhões anunciados pela gigante de transporte marítimo CMA CGM, a concretização desses aportes tem sido lenta. Os altos custos de construção e operação de navios em solo americano, que podem ser até cinco vezes maiores do que na Ásia, tornam a efetivação desses investimentos uma tarefa complexa.
A CMA CGM, por exemplo, avaliou a encomenda de navios nos EUA, mas considerou os preços inviáveis, adicionando apenas um navio com bandeira americana à sua frota, em contraste com o compromisso inicial. Grande parte do investimento da empresa tem sido redirecionada para o setor portuário, que oferece retornos mais robustos, com aportes em terminais estratégicos como os de Nova York, Nova Jersey e Los Angeles. A Casa Branca, no entanto, continua a divulgar essas promessas como um indicativo da habilidade diplomática de Trump.