Montadoras e sindicatos brasileiros se unem para defender a manutenção do imposto de importação sobre CKDs de carros elétricos chineses, visando proteger a indústria nacional e a geração de empregos.
Montadoras e sindicatos brasileiros uniram forças para defender a manutenção do imposto de importação sobre CKDs (partes importadas) de carros eletrificados chineses montados no Brasil. A medida visa proteger a indústria nacional e a geração de empregos, após a extinção do benefício tributário para CKDs em 31 de janeiro, sem prorrogação. A Anfavea, associação das montadoras, argumenta que o uso de CKDs em larga escala pode resultar em uma industrialização de baixa qualidade e limitar a criação de postos de trabalho qualificados no país.
Diversas centrais sindicais e federações industriais, incluindo CUT, Força Sindical, Fiesp, Fiemg e Firjan, apoiam a posição da Anfavea, reforçando a preocupação com o impacto no setor automotivo. O governo federal havia concedido a isenção anteriormente, atendendo a um pedido da BYD, que iniciou a montagem local em Camaçari, Bahia. Com o fim da isenção, os veículos importados voltam a seguir o cronograma de elevação tarifária, que pode atingir 35% a partir de janeiro de 2027, o que pode influenciar a estratégia de produção e investimento das empresas no Brasil.