Os Correios venderam apenas 3 dos 12 imóveis ofertados no primeiro leilão de seu plano de reestruturação, arrecadando R$ 9,1 milhões, enquanto a estatal enfrenta um prejuízo bilionário.
Os Correios realizaram o primeiro leilão de imóveis ociosos como parte de um plano de reestruturação financeira, mas venderam apenas 3 dos 12 bens ofertados, arrecadando R$ 9,1 milhões. Os imóveis negociados estão localizados em Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG) e Caturaí (GO), sendo o de Belo Horizonte o mais caro, vendido por R$ 8,3 milhões. A iniciativa visa reduzir custos de manutenção e arrecadar até R$ 1,5 bilhão para modernização da empresa, que enfrenta um déficit estrutural anual superior a R$ 4 bilhões e um prejuízo acumulado de R$ 6,057 bilhões até setembro de 2025.
Apesar do resultado inicial abaixo do esperado, novos leilões estão programados para as próximas semanas, com os imóveis não vendidos sendo novamente ofertados. A venda de imóveis é uma das ações do plano de reestruturação, que também inclui o fechamento de agências e um Plano de Desligamento Voluntário, buscando equilibrar as contas da estatal, que projeta um rombo de R$ 9,1 bilhões em 2026.