A Petrobras reforçou que a aquisição de 42,5% do bloco 2613 na Namíbia, em parceria com a TotalEnergies, depende de aprovações governamentais e regulatórias locais, apesar do governo namibiano não reconhecer a transação sem o cumprimento dos procedimentos legais.
A Petrobras reiterou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que a aquisição de 42,5% de participação no bloco 2613 na Namíbia, em parceria com a TotalEnergies, ainda está sujeita a aprovações governamentais e regulatórias locais. No entanto, o governo da Namíbia, por meio do Ministério da Indústria, Minas e Energia, não reconheceu o acordo, alegando que os procedimentos legais de notificação prévia não foram cumpridos, o que gerou incertezas sobre a efetivação da transação.
A operação, que se alinha ao Plano de Negócios 2026–2030 da companhia e observou todos os trâmites de governança corporativa, envolveu a compra de participações das empresas Eight Offshore Investment Holdings e Maravilla Oil & Gas. A TotalEnergies também adquiriu 42,5% do mesmo bloco, formando um consórcio com Petrobras, Eight (5%) e Namcor (10%). O bloco 2613 está localizado na bacia de Lüderitz e cobre uma área de aproximadamente 11 mil km² na costa da Namíbia.
A Petrobras enfatizou que a conclusão do negócio depende do envio de documentos legais ao ministério namibiano. Analistas do mercado, como o JPMorgan, consideraram o anúncio neutro, enquanto a Genial Investimentos expressou preocupação com o risco de execução regulatória e a aquisição de blocos exploratórios fora do Brasil.
InfoMoney • 11 fev, 07:45
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