Uma exposição inédita de Tarsila do Amaral em Brasília, "Transbordar o mundo", destaca a relevância atemporal de suas obras para discussões sociais contemporâneas, como a escala de trabalho 6x1.
A exposição "Transbordar o mundo: os olhares de Tarsila do Amaral", em cartaz no Centro Cultural do TCU, em Brasília, oferece uma nova perspectiva sobre a obra da artista, conectando-a a temas sociais contemporâneos. Com entrada gratuita, a mostra destaca como pinturas como "Operários" (1933) permanecem relevantes para debates atuais, como a proposta de escala de trabalho 6x1 em discussão no Congresso Nacional. A curadoria, que inclui a sobrinha-bisneta da artista, Paola Montenegro, e as curadoras Karina Santiago, Rachel Vallego e Renata Rocco, optou por uma organização temática, não cronológica, para enfatizar a atemporalidade das reflexões de Tarsila.
Com 63 obras, incluindo "Segunda Classe" e "Costureiras", a exposição celebra o centenário da primeira individual de Tarsila em Paris. Além disso, uma sala imersiva com videografismo, sem o uso de inteligência artificial, explora elementos simbólicos presentes em suas criações. A iniciativa visa levar o pensamento de Tarsila, reconhecida por sua visão social e atitudes feministas, a um público diversificado, incluindo instituições de ensino, reforçando a capacidade de suas obras de dialogar com o terceiro milênio e refletir um olhar social aprofundado após a crise de 1929.