Um estudo da Findes revela que o Espírito Santo enfrenta um "apagão de mão de obra" que impede o crescimento econômico do estado, impactando todos os setores.
O Espírito Santo está enfrentando um "apagão de mão de obra", uma situação onde há vagas de emprego disponíveis, mas falta de trabalhadores para preenchê-las, conforme um estudo da Findes. Este cenário, que impacta todos os setores da economia capixaba, é apontado como uma barreira significativa para o crescimento econômico do estado. A baixa taxa de desemprego (2,6% no ES) reflete uma economia aquecida, mas também expõe a escassez de profissionais qualificados.
O problema é multifacetado, sendo impulsionado por novas tendências do mercado de trabalho, como a necessidade de requalificação tecnológica e as demandas da Geração Z por flexibilidade, além do envelhecimento da população. Soma-se a isso problemas estruturais, como a alta informalidade e dificuldades de acesso ao mercado para mulheres e pessoas com baixa escolaridade. A solução, segundo o estudo, passa por políticas públicas que facilitem o acesso ao trabalho e pela disposição das empresas em oferecer salários competitivos, planos de carreira e oportunidades de qualificação.