Um levantamento da SaferNet Brasil revelou 173 vítimas de deepfakes sexuais em escolas de dez estados, todas mulheres, incluindo alunas e professoras, destacando a gravidade da violação de privacidade.
Um levantamento recente da SaferNet Brasil identificou 173 vítimas de deepfakes sexuais em escolas de dez estados brasileiros, evidenciando a crescente ameaça digital. Todas as vítimas são mulheres, incluindo alunas e professoras, com São Paulo liderando o número de casos. Deepfakes sexuais são imagens ou vídeos de nudez criados com inteligência artificial sem consentimento, representando uma grave violação de privacidade e um crime cibernético.
O estudo, iniciado em 2023 com recursos do fundo SafeOnline, gerido pelo Unicef, revela a atuação organizada de grupos criminosos que compartilham esses conteúdos por meio de bots, plataformas de mensagens e fóruns na dark web. A Central Nacional de Denúncias da SaferNet já recebeu 264 links relacionados a crimes cibernéticos, incluindo deepfakes e abuso sexual infantil, desde o ano passado. A organização defende medidas como o banimento de ferramentas de notificação e a "asfixia financeira" dessas redes para combater a disseminação desses materiais.