A Nova Zelândia registra um fluxo recorde de emigração de seus cidadãos, impulsionado por fatores econômicos e a busca por melhores condições de trabalho, principalmente na Austrália.
A Nova Zelândia está testemunhando um êxodo sem precedentes de seus cidadãos, com mais de 70 mil pessoas, o equivalente a 1,4% da população, deixando o país em apenas um ano. Este fluxo recorde, o maior em décadas, é predominantemente direcionado à Austrália, onde os neozelandeses buscam um mercado de trabalho mais dinâmico, salários mais altos e melhores condições de vida. A decisão de emigrar é impulsionada por uma série de fatores econômicos internos, incluindo o desemprego crescente, uma economia em desaceleração e a perda do poder de compra.
O impacto dessa emigração é significativo, com setores cruciais como saúde e segurança pública sentindo a escassez de profissionais qualificados. Além disso, o perfil dos emigrantes tem mudado, com um número crescente de trabalhadores experientes e jovens adultos na faixa dos 20-30 anos optando por não retornar. Especialistas alertam que a perda de capital humano, combinada com o enfraquecimento da imigração líquida, pode gerar desafios de longo prazo para a produtividade e o crescimento econômico da Nova Zelândia.