O deputado Hugo Motta defendeu o reajuste salarial e a reestruturação de carreiras dos servidores da Câmara, rebatendo críticas e justificando a medida com base em precedentes e orçamento.
O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) veio a público defender o reajuste salarial e a reestruturação das carreiras dos servidores da Câmara, aprovados na semana passada, rebatendo as críticas e a possibilidade de veto presidencial. Motta argumentou que a medida não configura um "trem da alegria", citando como precedente o reajuste de 8% concedido ao Judiciário e ao Tribunal de Contas da União (TCU), que foram sancionados pelo presidente Lula. Ele também justificou que o pagamento acima do teto constitucional se aplica a apenas 4% dos servidores, em cargos de alta responsabilidade, alinhando-se à Reforma Administrativa.
O parlamentar assegurou que os reajustes estão integralmente previstos no orçamento da Câmara, que demonstra solidez financeira ao prever a devolução de mais de R$ 700 milhões aos cofres públicos em 2026. Motta negou qualquer ligação entre a aprovação do reajuste e a decisão do ministro Flávio Dino sobre os chamados "penduricalhos", elogiando a iniciativa do ministro. A defesa do deputado busca legitimar a medida, destacando a responsabilidade fiscal e a paridade com outros Poderes.