Verde Asset alerta que rali da bolsa não se sustenta sem ajuste fiscal e juros baixos
A Verde Asset Management adverte que a recente valorização da bolsa brasileira, impulsionada por capital estrangeiro, não será duradoura sem a resolução dos problemas fiscais do país e a consequente redução das taxas de juros.
Pontos principais
- A Verde Asset atribui o rali recente da bolsa brasileira ao fluxo de investidores estrangeiros com menor custo de capital.
- A gestora enfatiza a necessidade de o Brasil enfrentar seus dilemas fiscais e reduzir juros para um ciclo de alta sustentável.
- O cenário doméstico é caracterizado por juros reais e nominais elevados, que limitam a valorização dos ativos.
- A Verde compara o momento atual a um mini-ciclo de 2016-2017, distanciando-o de um superciclo como o de 2003-2011.
- Diante da incerteza, a Verde Asset reduziu sua exposição à bolsa brasileira, priorizando ações globais e juro real local.
A Verde Asset Management emitiu um alerta sobre a sustentabilidade do recente rali da bolsa brasileira. Segundo a gestora, a valorização foi majoritariamente impulsionada por investidores estrangeiros, que operam com um custo de capital mais baixo. No entanto, para que esse movimento se prolongue e se transforme em um ciclo de alta duradouro, o Brasil precisa urgentemente resolver seus problemas fiscais e conseguir uma redução substancial nas taxas de juros.
O cenário doméstico atual, marcado por juros reais e nominais elevados, impede uma expansão significativa dos preços dos ativos, limitando o potencial de crescimento da bolsa. A Verde Asset compara a situação atual a um mini-ciclo observado entre 2016 e 2017, indicando que faltam elementos para um superciclo como o vivenciado de 2003 a 2011. Diante dessa perspectiva de incerteza, a gestora optou por reduzir sua exposição à bolsa brasileira, realocando investimentos para ações globais e juros reais na renda fixa local, enquanto seu fundo multimercado registrou alta de 3,03% em janeiro.
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