O minidólar encerrou em baixa, refletindo o apetite por risco, dados econômicos do Brasil e EUA, fluxo de capital e análises técnicas que indicam fragilidade.
O minidólar (WDOH26) encerrou as últimas sessões em baixa, refletindo um cenário de apetite por risco global e o enfraquecimento da moeda norte-americana no exterior. Em uma das sessões, a queda foi de 0,46%, fechando a 5.216,5 pontos, enquanto em outra, a leve baixa de 0,12% levou o ativo aos 5.210 pontos. No Brasil, o forte ingresso de capital estrangeiro e o diferencial de juros favoreceram a valorização do real, somando-se à influência da revisão para baixo do PIB de 2026 pela SPE e ao ajuste das expectativas de inflação. O pregão também foi impactado pelo IPCA de janeiro e por declarações do ministro Fernando Haddad sobre juros reais e o debate fiscal, que adicionaram pressão ao câmbio doméstico.
Analistas técnicos observam que o minidólar exibe fragilidade, com o gráfico de 15 minutos mostrando ausência de reação consistente e um suporte crucial em 5.235/5.228 pontos. A superação de 5.218,5/5.232,5 pontos é essencial para uma retomada da alta, enquanto a perda de 5.202/5.195 pontos pode intensificar a queda. Nos gráficos diário e de 60 minutos, o ativo negociou abaixo das médias móveis, reforçando a leitura de continuidade do movimento corretivo e indicando que o minidólar permanece sob controle vendedor. A atenção se volta para os próximos dados de inflação, varejo e emprego nos EUA, que podem influenciar o comportamento do dólar, com o IFR (14) em 30,96, próximo da zona de sobrevenda, sugerindo atenção a possíveis repiques técnicos.