Legacy Capital projeta Selic a 11% e reforça renda fixa
A Legacy Capital prevê um corte mais profundo da taxa Selic, atingindo 11% ao ano, impulsionada pela desaceleração econômica e inflação controlada, levando a gestora a aumentar sua exposição em renda fixa.
Pontos principais
- A Legacy Capital projeta um ciclo de flexibilização monetária mais extenso no Brasil, com a Selic podendo chegar a 11% ao ano.
- A gestora baseia sua previsão na perda gradual de fôlego da economia brasileira e em um ambiente inflacionário favorável.
- A Legacy elevou sua exposição a investimentos em renda fixa prefixada e atrelada à inflação, acreditando que o mercado subestima a profundidade dos cortes.
- No cenário internacional, a Legacy vê espaço para cortes de juros nos EUA, o que aliviaria as condições financeiras globais e poderia enfraquecer o dólar no médio prazo.
A Legacy Capital está apostando em um cenário de cortes mais agressivos na taxa Selic, projetando que a taxa básica de juros do Brasil possa atingir 11% ao ano. Essa visão é fundamentada na desaceleração econômica gradual do país, com uma projeção de crescimento do PIB de 1,5% em 2026, e em um ambiente inflacionário que se mostra mais controlado. A gestora acredita que o mercado não está precificando adequadamente a extensão desse ciclo de flexibilização monetária, que pode ser ampliado pela possível depreciação do dólar.
Diante dessa perspectiva, a Legacy Capital tem ajustado seu portfólio, aumentando sua exposição a produtos de renda fixa, tanto prefixados quanto atrelados à inflação. A gestora também observa o cenário internacional, onde a expectativa de cortes de juros nos Estados Unidos poderia aliviar as condições financeiras globais e contribuir para um dólar mais fraco no médio prazo, reforçando o espaço para cortes mais profundos na Selic.
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