JPMorgan reduz projeções para Bradesco e limita teto de rentabilidade a 17%
O JPMorgan revisou para baixo as projeções de lucro do Bradesco para 2026, indicando um teto de rentabilidade de 17% devido a custos operacionais e ativos fiscais, mantendo recomendação neutra para a ação.
Pontos principais
- JPMorgan cortou as projeções de lucro do Bradesco (BBDC4) para 2026 após os resultados do 4T25.
- A receita estimada foi reduzida em 2,5% para R$ 27,5 bilhões, com ROE de 15,5% após o 4T25.
- O banco de investimento acredita que o ROE do Bradesco deve se limitar a 17% no médio prazo.
- Custos operacionais elevados e ativos fiscais diferidos são apontados como fatores que pressionam a rentabilidade.
- Apesar de ser considerada uma ação atraente com dividend yield de 7,6%, o JPMorgan prefere o Itaú Unibanco.
O JPMorgan reavaliou as perspectivas para o Bradesco (BBDC4), reduzindo as projeções de lucro para 2026 e estabelecendo um teto de rentabilidade (ROE) de 17% para o banco. A revisão ocorre após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025, que apontaram para um aumento nos custos operacionais e a persistência de impactos negativos de ativos fiscais diferidos e da normalização da alíquota de imposto. A receita estimada foi cortada em 2,5%, para R$ 27,5 bilhões, com o ROE pós-4T25 em 15,5%.
Essa análise sugere que, sem melhorias significativas, o Bradesco dificilmente superará o ROE de 17% a 17,5% alcançado por concorrentes como o Itaú Unibanco (ITUB4). Embora o Bradesco seja visto como uma ação atraente, com um dividend yield de 7,6%, o JPMorgan mantém sua recomendação neutra, indicando preferência pelo Itaú no setor bancário.
Comentários
Carregando comentários...
