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Inadimplência no cartão de crédito atinge recorde em 2025 apesar de baixo desemprego

A inadimplência no rotativo do cartão de crédito alcançou um recorde histórico de 64,7% em 2025, impulsionada por fatores como maior acesso ao crédito, alto custo de vida e a natureza desigual da melhoria de renda, mesmo com a baixa taxa de desemprego.

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Foto: InfoMoney
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09/02 às 05:02

Pontos principais

  • A inadimplência no rotativo do cartão de crédito atingiu 64,7% em dezembro de 2025, o maior nível desde 2011.
  • O recorde ocorreu apesar da taxa de desemprego ter sido a menor desde 2012 (5,6%) e do aumento da renda média real.
  • Os juros do rotativo do cartão de crédito chegaram a 438% em dezembro de 2025, sendo a linha de crédito mais cara do mercado.
  • Especialistas apontam que o aumento da renda e a expansão do crédito levaram ao uso do cartão como extensão do salário, enquanto o custo de vida elevado e a melhoria desigual da renda contribuíram para o endividamento.
  • A previsão para 2026 indica desaceleração do PIB, mas a inadimplência pode diminuir se houver equilíbrio orçamentário e queda da inflação.

A inadimplência no rotativo do cartão de crédito atingiu um patamar recorde de 64,7% em dezembro de 2025, marcando o maior índice desde 2011. Este cenário se desenrola em um contexto paradoxal, onde a taxa de desemprego registrou seu menor nível desde 2012, alcançando 5,6%, e a massa salarial apresentou crescimento. Contudo, a linha de crédito mais cara do mercado, com juros médios de 438% no período, revela a complexidade do endividamento das famílias brasileiras.

Especialistas atribuem o fenômeno a uma combinação de fatores. O aumento da renda, embora positivo, impulsionou a expansão do crédito e limites maiores, levando muitos a usar o cartão como uma extensão do salário. Paralelamente, o custo de vida elevado, com aumentos em setores essenciais, forçou o uso do crédito para manter o padrão de vida. A melhoria da renda também foi desigual, beneficiando mais os trabalhadores de maior poder aquisitivo e setores específicos, enquanto a base da pirâmide enfrentou uma inflação persistente em itens básicos. A metodologia de 'população ocupada' do IBGE, que inclui trabalhos informais, também pode mascarar a real segurança financeira, empurrando indivíduos com renda instável para o rotativo.

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