O Fórum Econômico Mundial em Davos alertou CEOs sobre a urgência de redesenhar estratégias corporativas, integrando a geopolítica como fator central em um cenário global de alianças fluidas e dependências econômicas reconfiguradas.
O Fórum Econômico Mundial em Davos emitiu um alerta contundente aos CEOs globais, enfatizando que as empresas foram desenhadas para um mundo que não existe mais. A geopolítica, antes vista como externa às decisões de negócios, agora molda diretamente o crescimento, as margens e o valor de mercado das companhias. Este novo cenário exige que as estratégias corporativas sejam redesenhadas para operar em um ambiente de alianças fluidas e moedas voláteis, onde a China, por exemplo, reduziu sua dependência ocidental e se tornou uma alternativa estratégica para aliados dos EUA.
Diante dessa transformação, é crucial que as empresas decidam onde atuar, recalibrem suas metas de crescimento e repensem a alocação de capital. A integração do julgamento geopolítico à estratégia central da empresa não é mais uma opção, mas uma necessidade para enfrentar os custos irrecuperáveis e garantir a sustentabilidade em um mundo onde a ordem internacional p ós-Guerra Fria redefiniu completamente as regras do jogo.