Coletivos em Brasília transformam o Carnaval em ferramenta de apoio para cuidadores de pessoas com demência e plataforma de inclusão para pessoas com deficiência, promovendo saúde mental e combate ao capacitismo.
Em Brasília, coletivos têm encontrado no Carnaval uma via para o autocuidado e o combate ao preconceito. O grupo Filhas da Mãe, criado em 2019, oferece apoio a cuidadores de pessoas com doenças demenciais, transformando a folia em um espaço de acolhimento e respiro. A iniciativa visa combater a sobrecarga e os problemas de saúde mental que afetam esses cuidadores, como ansiedade e insônia, destacando a importância de cuidar de quem cuida. O coletivo atende cerca de 550 pessoas, promovendo a saúde e o diagnóstico precoce de demências.
Além disso, o coletivo Me chame pelo nome utilizou o Carnaval para combater o capacitismo, desfilando com uma fanfarra composta por pessoas com deficiência. A ação ressalta o poder da arte e da música como ferramentas terapêuticas e de inclusão, especialmente considerando o valor da música para pacientes com demência. Essas iniciativas demonstram como o Carnaval pode ir além da festa, tornando-se um palco para a conscientização, o apoio mútuo e a promoção da saúde e da dignidade.