Carnaval no DF: coletivos usam folia para autocuidado e combate ao preconceito
Coletivos em Brasília transformam o Carnaval em ferramenta de apoio para cuidadores de pessoas com demência e plataforma de inclusão para pessoas com deficiência, promovendo saúde mental e combate ao capacitismo.
Pontos principais
- O coletivo Filhas da Mãe, fundado em 2019, apoia cuidadores de familiares com doenças demenciais, utilizando o Carnaval como forma de autocuidado e rede de apoio.
- Cuidadores como Carmen Araújo encontram no coletivo e na folia um espaço para cuidar da própria saúde mental, frequentemente negligenciada devido à sobrecarga.
- A psicanalista Cosette Castro, cofundadora do Filhas da Mãe, destaca a importância de cuidar da saúde mental dos cuidadores, que enfrentam altos níveis de ansiedade e insônia.
- O coletivo Me chame pelo nome desfilou no Carnaval com uma fanfarra de pessoas com deficiência, visando combater o capacitismo e promover a arte como ferramenta de inclusão.
- A música é reconhecida por seu valor terapêutico, sendo uma das últimas memórias a serem preservadas em pacientes com demência.
Em Brasília, coletivos têm encontrado no Carnaval uma via para o autocuidado e o combate ao preconceito. O grupo Filhas da Mãe, criado em 2019, oferece apoio a cuidadores de pessoas com doenças demenciais, transformando a folia em um espaço de acolhimento e respiro. A iniciativa visa combater a sobrecarga e os problemas de saúde mental que afetam esses cuidadores, como ansiedade e insônia, destacando a importância de cuidar de quem cuida. O coletivo atende cerca de 550 pessoas, promovendo a saúde e o diagnóstico precoce de demências.
Além disso, o coletivo Me chame pelo nome utilizou o Carnaval para combater o capacitismo, desfilando com uma fanfarra composta por pessoas com deficiência. A ação ressalta o poder da arte e da música como ferramentas terapêuticas e de inclusão, especialmente considerando o valor da música para pacientes com demência. Essas iniciativas demonstram como o Carnaval pode ir além da festa, tornando-se um palco para a conscientização, o apoio mútuo e a promoção da saúde e da dignidade.
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