Um levantamento da Transparência Brasil identificou cerca de 3 mil rubricas que inflacionam os contracheques no Judiciário e Ministério Público, muitas vezes acima do teto constitucional, após uma ordem do STF para revisão.
Um levantamento recente da Transparência Brasil revelou a existência de cerca de 3 mil rubricas distintas que contribuem para inflar os contracheques no Judiciário e no Ministério Público. Essa complexa estrutura de benefícios e gratificações, que muitas vezes resulta em remunerações acima do teto constitucional, veio à tona após uma ordem do ministro Flávio Dino para revisar esses "penduricalhos".
Entre as rubricas identificadas estão gratificações por acúmulo de processos, funções administrativas, atividades eleitorais e docência. Além disso, auxílios como alimentação, moradia, transporte e saúde são classificados como verbas indenizatórias, contribuindo significativamente para a remuneração mensal. A pesquisa também apontou rubricas menos óbvias, como a URV (recomposição de perdas salariais) e a PAE (parcela autônoma da equivalência), destacando como a falta de regras nacionais claras permite a replicação automática desses benefícios, gerando um impacto considerável nas contas públicas.