A Papuda se transformou em um centro de articulação política para o bolsonarismo, onde Jair Bolsonaro, mesmo detido, valida cenários estaduais e orienta estratégias para as eleições de outubro.
A Papuda se consolidou como um centro de articulação política para o bolsonarismo, com Jair Bolsonaro, mesmo detido, desempenhando um papel central na validação de cenários estaduais e na orientação de estratégias para as eleições de outubro. Advogados e filhos do ex-presidente atuam como intermediários, levando e trazendo informações e avaliações sobre alianças eleitorais, garantindo que nenhuma decisão política relevante seja tomada sem seu aval. O senador Rogério Marinho, por exemplo, visitou Bolsonaro para discutir o mapa político do país e receber orientações para as pré-campanhas estaduais.
Além das articulações eleitorais, Bolsonaro mantém contato diário com Anderson Torres e Silvinei Vasques, também presos, para discutir decisões judiciais e cálculos políticos. Enquanto isso, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tem tido seus pedidos de visita indeferidos. A saúde de Bolsonaro, com intercorrências clínicas, tem sido utilizada como argumento para a concessão de prisão domiciliar, adicionando mais um elemento à complexa dinâmica política em torno de sua detenção.