Especialistas desmistificam a ligação entre implantes mamários e o câncer de mama tradicional, destacando que o risco está associado a um linfoma raro e tratável.
Especialistas esclarecem que a relação entre implantes mamários e o câncer de mama comum é um mito, afirmando que as próteses não elevam o risco da doença que se origina nos ductos ou glândulas. O consenso científico aponta que o aumento na incidência de câncer de mama está mais ligado a mudanças no perfil metabólico da população feminina, como a síndrome metabólica, do que diretamente aos implantes.
No entanto, é crucial estar atento ao BIA-ALCL (Linfoma Anaplásico de Grandes Células Associado ao Implante Mamário), um tipo raro de câncer do sistema imunológico, e não o câncer de mama tradicional, que pode surgir anos após a cirurgia, especialmente com próteses texturizadas. O tratamento precoce do BIA-ALCL é cirúrgico e apresenta alta taxa de cura. A prevenção e segurança envolvem informação qualificada, acompanhamento médico regular e atenção a sintomas como aumento repentino e unilateral da mama, dor persistente ou nódulos.