O governo Lula reavaliou a postura de Donald Trump para as eleições brasileiras de 2026, esperando uma atitude mais discreta devido à boa relação pessoal entre os presidentes, mas mantém a guarda alta.
O governo Lula mudou sua percepção sobre a atuação da Casa Branca nas eleições brasileiras de 2026, passando a prever uma postura mais "recatada" de Donald Trump. Essa nova avaliação se baseia na boa relação pessoal e cortês que se desenvolveu entre os presidentes nos últimos meses, diminuindo a expectativa de interferências explícitas ou apoio a candidatos da direita. Contudo, apesar do otimismo, o governo mantém a guarda alta, ciente da natureza volátil de Trump e da necessidade de uma atuação estratégica para mitigar riscos.
A diplomacia brasileira busca, com essa aproximação, uma blindagem contra possíveis movimentos da oposição bolsonarista. A cooperação em segurança pública com os EUA, por exemplo, é vista como uma estratégia para neutralizar pautas que a oposição deve explorar nas próximas eleições. A preocupação com a doutrina de segurança nacional dos EUA, que prevê zonas de influência na América Latina, ainda persiste, reforçando a importância de manter canais abertos e uma relação estável com Washington.