O ministro Edson Fachin explicou que sua fala sobre a "autocorreção" do STF se refere à maturidade institucional, e não a erros individuais, após a expressão gerar mal-estar e dificultar a implementação de um Código de Ética.
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), esclareceu o significado de sua fala sobre a "autocorreção" da Corte, proferida na abertura do ano judiciário. Segundo Fachin, a expressão se refere à "maturidade institucional" do Tribunal, e não a um reconhecimento de erros de conduta individuais por parte dos ministros. A declaração inicial gerou um considerável mal-estar entre os membros da Corte, que a interpretaram como uma suspeição generalizada, dificultando a implementação de um Código de Ética, uma das principais bandeiras de sua gestão.
A controvérsia surgiu quando alguns ministros reprovaram a defesa da autocorreção, alegando que Fachin se colocou em um patamar de superioridade moral. No entanto, o ministro negou qualquer intenção de gerar desconforto, reiterando que o propósito da expressão é revigorar a atuação do STF. O episódio destaca as tensões internas na Corte e a sensibilidade em torno da percepção pública e da conduta dos seus membros.