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TSE discute regras que podem esvaziar cotas para mulheres e negros em 2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) propõe mudanças nas regras eleitorais para 2026 que podem reduzir o financiamento e a efetividade das candidaturas de mulheres e pessoas negras, gerando preocupação entre especialistas e entidades.

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Foto: InfoMoney
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07/02 às 17:01

Pontos principais

  • O TSE está debatendo alterações nas regras eleitorais que podem impactar o financiamento de candidaturas de mulheres e negros para as eleições de 2026.
  • As propostas afetam o uso do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), podendo diminuir a obrigação dos partidos de investir em candidaturas minoritárias.
  • Uma minuta sugere que candidaturas negras recebam um mínimo de 30% dos recursos, sem proporcionalidade, o que pode transformar o piso em teto, segundo especialistas.
  • A possibilidade de contabilizar gastos com serviços advocatícios e contábeis nas cotas é vista como uma forma de cumprir formalmente as regras sem fortalecer as campanhas.
  • Entidades como Justa e Transparência Brasil alertam para o risco de retrocesso e esvaziamento das cotas eleitorais.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está em fase de audiências públicas para discutir mudanças nas regras eleitorais que podem ter um impacto significativo nas candidaturas de mulheres e pessoas negras nas eleições de 2026. As propostas, coordenadas pelo ministro Kassio Nunes Marques, levantam preocupações sobre o esvaziamento das cotas eleitorais, que visam garantir maior representatividade política para esses grupos. As alterações podem afetar a destinação do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), reduzindo a obrigação dos partidos de investir em candidaturas minoritárias.

Entre as minutas em debate, destaca-se a sugestão de que candidaturas negras recebam um mínimo de 30% dos recursos, sem proporcionalidade, o que especialistas temem que se torne um teto, em vez de um piso. Além disso, a possibilidade de contabilizar gastos com serviços advocatícios e contábeis nas cotas é vista como uma brecha para que os partidos cumpram formalmente as regras sem fortalecer efetivamente as campanhas. Entidades como Justa, Transparência Brasil e Movimento Mulheres Negras Decidem alertam para o risco de retrocesso e esvaziamento das cotas, com a aprovação das novas regras prevista para até 5 de março.

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