O Diretório Nacional do PT aprovou uma resolução criticando a política monetária do Banco Central e defendendo a revisão da meta de inflação, argumentando que a alta taxa de juros impede o desenvolvimento nacional.
O Diretório Nacional do PT aprovou uma resolução que intensifica as críticas à política monetária do Banco Central, defendendo abertamente a redução da taxa Selic e a revisão da meta de inflação. O partido argumenta que a atual taxa de juros, fixada em 15,00% ao ano, é restritiva e incompatível com o desenvolvimento econômico e a geração de empregos. A resolução também aponta que a autonomia do Banco Central, estabelecida durante o governo Bolsonaro, estaria bloqueando o projeto eleito e aprofundando a financeirização da economia.
Além da redução dos juros, o PT propõe a revisão da meta de inflação de 3% para um patamar que seja mais compatível com o crescimento econômico e a criação de postos de trabalho. A inflação em 2025 foi de 4,26%, mantendo-se abaixo do teto de 4,5% do intervalo de tolerância. As críticas se estendem ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que tem sido alvo de petistas por não atuar para baixar os juros, apesar da expectativa de redução na próxima reunião do Copom em março.