A Polícia Militar investiga a possível ligação do ex-vereador Milton Leite com um esquema de proteção a empresários da Transwolff, supostamente ligados ao PCC, liderado por policiais militares.
A Polícia Militar está investigando a possível conexão do ex-vereador e ex-presidente da Câmara de São Paulo, Milton Leite, com um esquema de proteção a empresários da Transwolff, empresa de ônibus supostamente ligada ao PCC. A Operação Kratos revelou que policiais militares, como o sargento Nereu Aparecido Alves e o capitão Alexandre Paulino Vieira, este último apontado como líder, estariam envolvidos na segurança desses empresários. Mensagens de Nereu indicam sua presença em eventos com Leite e sua atuação na proteção de figuras como Cícero de Oliveira ('Té') e Luiz Carlos Efigênio Pacheco ('Pandora').
Milton Leite nega qualquer conhecimento do sargento Nereu ou envolvimento no esquema, alegando que sua escolta era realizada pela Assessoria Militar da Câmara. No entanto, a Corregedoria da PM apreendeu R$ 1 milhão na casa de Nereu e efetuou as prisões do sargento e do capitão Vieira. A investigação ganha relevância ao sugerir que policiais da reserva continuaram a prestar serviços de segurança para a Transwolff mesmo após a Operação Sharks, que já havia exposto os laços da empresa com o PCC. O Ministério Público já havia solicitado a quebra do sigilo bancário de Milton Leite em investigações anteriores relacionadas à Transwolff, e o atual presidente da Câmara, Ricardo Teixeira, pediu uma avaliação da Assessoria Militar da Casa.