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Polícia apura elo de ex-vereador Milton Leite com proteção a empresários do PCC

A Polícia Militar investiga a possível ligação do ex-vereador Milton Leite com um esquema de proteção a empresários da Transwolff, supostamente ligados ao PCC, liderado por policiais militares.

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Foto: InfoMoney
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07/02 às 10:02

Pontos principais

  • A Operação Kratos investiga a proximidade de policiais militares, incluindo o sargento Nereu Aparecido Alves, com Milton Leite e empresários da Transwolff, como Cícero de Oliveira e Luiz Carlos Efigênio Pacheco.
  • Milton Leite nega qualquer conhecimento de Nereu ou envolvimento no esquema, afirmando que sua escolta era feita pela Assessoria Militar da Câmara.
  • A Corregedoria da PM apreendeu R$ 1 milhão na casa de Nereu e prendeu o sargento e o capitão Alexandre Paulino Vieira, apontado como líder do esquema.
  • A investigação sugere que policiais da reserva continuaram prestando serviços de segurança para a Transwolff mesmo após a Operação Sharks, que já havia exposto a ligação da empresa com o PCC.
  • O Ministério Público de São Paulo já havia solicitado a quebra do sigilo bancário de Milton Leite em investigações anteriores sobre a Transwolff.

A Polícia Militar está investigando a possível conexão do ex-vereador e ex-presidente da Câmara de São Paulo, Milton Leite, com um esquema de proteção a empresários da Transwolff, empresa de ônibus supostamente ligada ao PCC. A Operação Kratos revelou que policiais militares, como o sargento Nereu Aparecido Alves e o capitão Alexandre Paulino Vieira, este último apontado como líder, estariam envolvidos na segurança desses empresários. Mensagens de Nereu indicam sua presença em eventos com Leite e sua atuação na proteção de figuras como Cícero de Oliveira ('Té') e Luiz Carlos Efigênio Pacheco ('Pandora').

Milton Leite nega qualquer conhecimento do sargento Nereu ou envolvimento no esquema, alegando que sua escolta era realizada pela Assessoria Militar da Câmara. No entanto, a Corregedoria da PM apreendeu R$ 1 milhão na casa de Nereu e efetuou as prisões do sargento e do capitão Vieira. A investigação ganha relevância ao sugerir que policiais da reserva continuaram a prestar serviços de segurança para a Transwolff mesmo após a Operação Sharks, que já havia exposto os laços da empresa com o PCC. O Ministério Público já havia solicitado a quebra do sigilo bancário de Milton Leite em investigações anteriores relacionadas à Transwolff, e o atual presidente da Câmara, Ricardo Teixeira, pediu uma avaliação da Assessoria Militar da Casa.

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