Pé de galinha vira 'negócio da China' e gera milhões em exportação para o Brasil
O pé de galinha, antes descartado, tornou-se uma iguaria valorizada e um produto de exportação lucrativo para o Brasil, impulsionado pela demanda chinesa e pela indústria pet.
Pontos principais
- O pé de galinha, considerado resto de açougue no Brasil, transformou-se em um produto de alto valor comercial.
- A China é o principal destino, pagando US$ 3 mil por tonelada e projetando faturamento de US$ 221 milhões em 2025.
- A África do Sul é o segundo maior comprador, com aumento significativo nas aquisições e valor de US$ 2 mil por tonelada.
- A indústria pet nacional também contribui para a valorização, utilizando o pé de frango na produção de ração animal.
O pé de galinha, que outrora era descartado no Brasil, emergiu como um produto de alto valor comercial, gerando um novo e lucrativo nicho de exportação para o país. A China se destaca como o principal motor dessa transformação, onde o item é apreciado como petisco e ingrediente para caldos, devido ao seu alto teor de colágeno. A demanda chinesa projeta um faturamento de US$ 221 milhões para o Brasil em 2025, com o preço de US$ 3 mil por tonelada.
Além da China, a África do Sul também se consolidou como um importante mercado, com um aumento expressivo nas compras e pagando US$ 2 mil por tonelada. No país africano, o pé de galinha é um ingrediente central em pratos como o "walkie-talkie", refletindo uma culinária de resistência que valoriza o aproveitamento integral do animal. Internamente, a indústria pet brasileira também contribui para a valorização do produto, utilizando-o na fabricação de ração animal, consolidando o pé de galinha como um "negócio da China" em múltiplos mercados.
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