Um relatório interno da Previdência do Amapá afirma que suas políticas de investimentos e transparência não precisam de correção, enquanto a cúpula do órgão é alvo de uma operação da PF por suspeita de fraude.
Um relatório de controle interno da Amapá Previdência, referente ao período de julho a setembro de 2025, concluiu que as políticas de investimentos e transparência do órgão "não necessitam de ação corretiva". Curiosamente, o documento omite qualquer menção ao investimento de R$ 400 milhões em letras financeiras do Banco Master, ou ao próprio banco, que está no centro de uma investigação da Polícia Federal.
A Operação Zona Cinzenta da PF, realizada em Macapá, tem como alvo a cúpula da Amapá Previdência, apurando suspeitas de irregularidades na aplicação desses recursos previdenciários. A operação investiga a aplicação de R$ 400 milhões do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS/AP) em Letras Financeiras do Banco Master, uma operação classificada como de alto risco. Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos na capital amapaense, em um caso que levanta sérias questões sobre a gestão dos fundos de pensão responsáveis pelo pagamento das aposentadorias dos servidores estaduais.