O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, negou reunião com o controlador do Banco Master e expressou desconfiança sobre contratos de crédito consignado da instituição em depoimento à CPMI do INSS.
O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, prestou depoimento à CPMI do INSS, onde negou veementemente qualquer encontro com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Durante sua fala, Waller Júnior não poupou críticas aos contratos de crédito consignado da instituição, afirmando que 'cheiravam mal' e que irregularidades foram detectadas em reuniões internas, como a ausência de informações essenciais e problemas com assinaturas eletrônicas. Um processo administrativo de novembro de 2025 reforça as suspeitas, indicando que o Banco Master falhou em apresentar mais de 250 mil documentos para comprovar a validade desses contratos.
A relevância do depoimento de Waller Júnior é sublinhada pela pauta do senador Carlos Viana, presidente da CPI do INSS, que busca esclarecer as medidas tomadas e identificar responsabilidades administrativas. Além disso, o presidente do INSS confirmou ter solicitado o afastamento da diretora de Tecnologia da Informação, Léa Bressy, citando 'necessidade de mudança' e falta de resultados, embora o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, tenha recusado o pedido. Há ainda a suspeita de ligações entre Léa Bressy e o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, que foi preso por fraudes em descontos de aposentadorias, adicionando mais uma camada de complexidade ao cenário.