O presidente Lula defendeu novamente a implementação de mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal, enfatizando que a decisão cabe ao Congresso Nacional e não deve ser atrelada a eventos recentes.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a implementação de mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), uma proposta que já constava no programa do PT em 2018. Lula enfatizou que a discussão sobre a limitação do tempo de atuação dos magistrados deve ser conduzida pelo Congresso Nacional, sem qualquer ligação com o julgamento dos atos de 8 de janeiro ou com a atual tensão política. Ele criticou a permanência vitalícia dos ministros, sugerindo que um mandato seria uma medida mais justa e democrática para a Corte.
A declaração do presidente ocorre em um contexto de debates sobre a atuação do STF, incluindo críticas à condução de investigações por membros da Corte e a proposta de criação de um Código de Ética para os magistrados. Lula também defendeu critérios rigorosos para a escolha de novos ministros, baseados em conhecimento jurídico e no cumprimento da Constituição. A pauta ganha relevância com a vaga aberta no STF após a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, para a qual Lula indicou Jorge Messias.