Três mulheres foram sentenciadas pela Justiça Federal no Espírito Santo por uma fraude milionária contra o INSS, utilizando documentos falsos para obter benefícios e causando um prejuízo estimado em mais de R$ 7 milhões.
A Justiça Federal no Espírito Santo condenou três mulheres por uma fraude milionária contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que operou entre 2012 e 2019. As rés, Sandra Maria Pereira de Oliveira, Ilma Itamar dos Santos e Graziela Conceição Lobato Falagan, foram sentenciadas a penas que chegam a nove anos de prisão por estelionato previdenciário. O esquema envolvia a criação de uma "fábrica" de documentos falsos, incluindo certidões de nascimento, CPFs e títulos de eleitor, para gerar identidades inexistentes e, assim, obter benefícios indevidos.
As investigações da Polícia Federal revelaram que a fraude atingiu pelo menos 58 benefícios, causando um prejuízo estimado em mais de R$ 7 milhões aos cofres públicos. A rede era liderada por Graziela Falagan, com Ilma Itamar dos Santos responsável pela parte operacional dos saques bancários. Além das penas de prisão, a Justiça determinou que as condenadas devolvam um total de R$ 4.568.451,16, com valores específicos para cada uma, reforçando a gravidade do crime e a necessidade de reparação do dano causado.