O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se ao STF a favor da pejotização e da competência da Justiça comum para analisar a validade desses contratos.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer que se posiciona favoravelmente à pejotização das relações de trabalho. Além disso, Gonet defendeu que a competência para analisar a validade de contratos entre prestadores de serviços e empresas deve ser da Justiça comum, e não da Justiça do Trabalho, como ocorre atualmente em casos de suspeita de fraude. Esta manifestação é crucial, pois acontece em um processo no qual o STF decidirá sobre a legalidade da pejotização, prática que muitos consideram uma forma de burlar direitos trabalhistas.
A posição do procurador-geral reforça a tese de que o STF já validou a pejotização, não a considerando, por si só, uma fraude trabalhista. A decisão da Corte é aguardada com expectativa, uma vez que o ministro Gilmar Mendes suspendeu todas as ações sobre o tema no país, indicando a relevância e o impacto que o veredito terá nas relações de trabalho e na interpretação da legislação trabalhista brasileira.