Empresas dos EUA anunciaram mais de 108 mil cortes de vagas em janeiro, o maior número para o mês desde 2009, indicando fragilidade no mercado de trabalho e menor otimismo econômico.
Empresas dos Estados Unidos registraram o maior número de demissões em janeiro desde 2009, com um total de 108.435 cortes de vagas anunciados. Esse volume representa um aumento significativo de 118% em comparação com o mesmo período do ano anterior, sinalizando um cenário de fragilidade no mercado de trabalho e um otimismo reduzido para os próximos anos. As intenções de contratação também refletem essa tendência, com uma queda de 13% anualmente, atingindo o nível mais baixo para janeiro desde 2009.
Os principais motivos citados para os cortes incluem perda de contratos, condições econômicas adversas e reestruturações corporativas. Notavelmente, quase metade dessas demissões foi concentrada em grandes corporações como Amazon, que planeja eliminar 16 mil posições, UPS, com até 30 mil cortes, e Dow Inc., que prevê cerca de 4.500 desligamentos. Esses dados contrastam com a avaliação do Federal Reserve, que aponta para uma estabilização na taxa de desemprego, mas reforçam a percepção de um mercado de trabalho em desaceleração.