A ministra Esther Dweck afirmou que não há acordo entre os Poderes sobre as exceções ao teto do funcionalismo público e criticou a proposta de reforma administrativa de Pedro Paulo, apesar de reconhecer méritos no combate aos supersalários.
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, revelou que não existe um consenso entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário sobre quais itens podem ser considerados exceções ao teto do funcionalismo público. A ministra apontou que, embora a legislação permita que indenizações extrapolem o limite, não há uma definição clara do que constitui uma indenização, gerando uma lacuna que exige um pacto entre os Poderes para ser resolvida, comparando a situação à reforma tributária.
Além disso, Dweck criticou a proposta de reforma administrativa apresentada pelo deputado Pedro Paulo, alegando que o projeto não foi construído em conjunto com o Executivo e constitucionaliza excessivamente diretrizes. Apesar de reconhecer os méritos da proposta no combate aos supersalários, a ministra manifestou preocupação com a possibilidade de extinção de cargos por decreto presidencial, embora a considere preferível à PEC do governo Bolsonaro, que ela descreveu como um "desmonte do Estado".