As políticas tarifárias da segunda administração Trump incentivaram países a usar seu poder econômico, transformando o comércio global em um cenário multipolar com mais acordos bilaterais e estímulos fiscais e monetários.
As tarifas implementadas pela segunda administração Trump impulsionaram uma reconfiguração significativa da ordem comercial global, levando outros países a mobilizar seu poder econômico. Segundo Lisa Shalett, diretora de investimentos do Morgan Stanley, essa mudança resultou em um cenário multipolar, caracterizado por uma proliferação de acordos bilaterais e um aumento nos estímulos fiscais e monetários. A economia dos EUA, anteriormente impulsionada por estímulos e pela desinflação chinesa, agora opera em um ambiente onde a China continua a exportar desinflação, enquanto outras nações buscam fortalecer suas posições através de políticas monetárias e fiscais mais flexíveis, como os cortes de juros observados em economias como a brasileira em 2025.
Essa nova dinâmica também se reflete no aumento dos gastos com defesa, com países da OTAN projetando elevar o percentual do PIB destinado a essa área para 5%. Enquanto as exportações chinesas crescem globalmente, os embarques para os EUA caíram 30%, indicando que outros mercados estão absorvendo esses bens desinflacionários. A busca por acordos bilaterais pelos EUA após 2025 e a subsequente reação da China e de outras nações para otimizar suas posições sublinham a emergência de uma nova era no comércio e nas relações internacionais.