Tarifas de Trump impulsionam nova ordem comercial global e multipolaridade, diz Morgan Stanley
As políticas tarifárias da segunda administração Trump incentivaram países a usar seu poder econômico, transformando o comércio global em um cenário multipolar com mais acordos bilaterais e estímulos fiscais e monetários.
Pontos principais
- A política tarifária de Trump estimulou outros países a utilizarem seu poder econômico, mudando as regras do comércio global.
- O mundo está se tornando multipolar, com a China exportando desinflação e outros países buscando estímulo monetário e fiscal, especialmente em defesa.
- Após o "Dia da Libertação" de Trump em 2025, os EUA passaram a buscar acordos bilaterais, e a China reagiu, com outros países buscando melhorar sua posição.
- Muitas economias, incluindo o Brasil, começaram a adotar políticas monetárias mais frouxas em 2025, com cortes de juros.
- Os gastos globais com defesa devem aumentar, com países da OTAN elevando o percentual do PIB destinado à defesa para 5%.
As tarifas implementadas pela segunda administração Trump impulsionaram uma reconfiguração significativa da ordem comercial global, levando outros países a mobilizar seu poder econômico. Segundo Lisa Shalett, diretora de investimentos do Morgan Stanley, essa mudança resultou em um cenário multipolar, caracterizado por uma proliferação de acordos bilaterais e um aumento nos estímulos fiscais e monetários. A economia dos EUA, anteriormente impulsionada por estímulos e pela desinflação chinesa, agora opera em um ambiente onde a China continua a exportar desinflação, enquanto outras nações buscam fortalecer suas posições através de políticas monetárias e fiscais mais flexíveis, como os cortes de juros observados em economias como a brasileira em 2025.
Essa nova dinâmica também se reflete no aumento dos gastos com defesa, com países da OTAN projetando elevar o percentual do PIB destinado a essa área para 5%. Enquanto as exportações chinesas crescem globalmente, os embarques para os EUA caíram 30%, indicando que outros mercados estão absorvendo esses bens desinflacionários. A busca por acordos bilaterais pelos EUA após 2025 e a subsequente reação da China e de outras nações para otimizar suas posições sublinham a emergência de uma nova era no comércio e nas relações internacionais.
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