O mercado financeiro projeta inflação abaixo de 4% para 2026, impulsionada por fatores como câmbio favorável e política de juros restritiva, mas ainda enfrenta alertas relacionados a gastos públicos e riscos eleitorais.
O mercado financeiro brasileiro, pela primeira vez desde dezembro de 2024, projeta a inflação abaixo de 4% para 2026, conforme o Boletim Focus. Essa perspectiva otimista é impulsionada por uma combinação de fatores, incluindo um câmbio favorável com a desvalorização do dólar, a política monetária restritiva com a taxa Selic a 15%, uma supersafra agrícola e a queda do preço do petróleo. Além disso, a exportação de deflação pela China, com produtos de baixo custo, também contribui para a contenção dos preços no Brasil, aliviando a pressão inflacionária.
Contudo, apesar dos alívios, persistem alertas importantes que podem impactar a trajetória da inflação. Entre eles, destacam-se o gasto público expansionista, que pode gerar pressões fiscais, e um mercado de trabalho aquecido, que tende a pressionar os preços dos serviços. Riscos de estímulos governamentais em anos eleitorais, eventuais estresses no câmbio devido à corrida eleitoral e impactos climáticos na produção de alimentos são outros fatores que exigem atenção, tornando o cumprimento da meta de 3% para 2026 um desafio.