A Rio Bravo avalia que a desvalorização global do dólar é um reflexo dos danos institucionais da gestão Trump, criando oportunidades para mercados emergentes como o Brasil.
A desvalorização do dólar no cenário global é interpretada pela Rio Bravo como um "efeito Trump", resultado dos danos institucionais causados pela sua gestão, e não de uma política cambial deliberada. Embora o ex-presidente não veja problemas na queda do dólar, a análise descarta comparações com o Acordo de Plaza de 1985, ressaltando as diferenças na liquidez e controle do mercado cambial atual. Curiosamente, mesmo com a moeda enfraquecida, os ativos americanos, como títulos de dívida e ações, mantêm sua força, sugerindo que investidores valorizam os ativos, mas rejeitam a instabilidade cambial associada a Trump.
Essa dinâmica, que combina um dólar estruturalmente mais fraco com a busca por proteção, abre uma janela de oportunidade para mercados emergentes, incluindo o Brasil, que podem atrair um maior fluxo de capital. A Rio Bravo alerta para o risco de subestimar essa volatilidade como mero ruído tático em 2026, pois ela pode representar um ponto de inflexão estrutural na economia global, com custos de credibilidade superando os benefícios de um dólar mais fraco para as exportações.