A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) concedeu autorização à Petrobras para retomar as atividades de perfuração no poço exploratório Morpho, localizado na Bacia da Foz do Amazonas, parte da Margem Equatorial. A liberação, no entanto, é condicionada ao cumprimento de novas e rigorosas exigências de segurança, que devem ser comprovadas pela estatal dentro dos prazos estipulados.
A operação da sonda ODN II (NS-42) havia sido paralisada em 4 de janeiro, após um vazamento de fluido de perfuração à base de água, que foi rapidamente contido. Entre as condições impostas pela ANP, a Petrobras deve substituir todos os selos das juntas do riser de perfuração, apresentando evidências fotográficas e análise de adequação. Além disso, a estatal precisa revisar o Plano de Manutenção Preventiva, reduzindo o intervalo de coleta de dados de vibração submarina, e treinar sua equipe no novo protocolo de descida do BOP. O uso de juntas de tubo de perfuração reserva só será permitido após a apresentação de certificados de conformidade.
A ANP considerou as análises técnicas e as medidas mitigadoras propostas pela Petrobras, concluindo que não há impedimentos para o retorno das atividades, desde que as novas exigências sejam cumpridas. A exploração na Foz do Amazonas é considerada estratégica para o futuro da produção de petróleo no Brasil, com potencial para se tornar um novo "pré-sal", apesar das preocupações de ambientalistas.
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