As taxas dos DIs fecharam em baixa, impulsionadas pela ata do Copom que reforçou a expectativa de corte da Selic em março e por declarações de Fernando Haddad sobre indicações para o Banco Central.
As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) registraram queda significativa, refletindo a expectativa do mercado por um corte na taxa Selic em março. A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) reforçou essa perspectiva ao indicar que a magnitude e a duração do ciclo de cortes serão determinadas com base em novas informações, destacando a melhora na inflação corrente e as expectativas de mercado mais alinhadas à meta. Atualmente, o mercado precifica uma probabilidade de 50% de um corte de 50 pontos-base na Selic no próximo mês.
Além da ata do Copom, as declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre possíveis indicações para as diretorias vagas do Banco Central também contribuíram para o movimento de baixa das taxas. Haddad mencionou nomes como Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti, embora o presidente Lula ainda não tenha feito convites formais. Esse cenário, somado ao forte avanço do Ibovespa e à queda do dólar, favoreceu o recuo da curva a termo, mesmo com o aumento dos rendimentos dos Treasuries no exterior.