Previdência privada tem pior captação líquida em 2025, queda de 93,5%
A previdência privada aberta no Brasil registrou em 2025 sua pior captação líquida dos últimos anos, com uma queda de 93,5% em relação a 2024, impactada pela cobrança do IOF em planos VGBL.
Pontos principais
- A captação líquida da previdência privada aberta somou R$ 4 bilhões em 2025, uma queda de 93,5% comparado a 2024.
- Os aportes totais retraíram cerca de 20% em 2025, enquanto os resgates aumentaram 13,2%.
- A cobrança do IOF em planos VGBL com aportes acima de R$ 300 mil é apontada como principal causa da desaceleração.
- O setor encerrou 2025 administrando R$ 1,8 trilhão em ativos, equivalente a 14% do PIB brasileiro.
- Mais de 11,2 milhões de pessoas possuem cerca de 13,7 milhões de planos de previdência privada aberta no país.
O ano de 2025 marcou o pior desempenho da previdência privada aberta no Brasil em termos de captação líquida, registrando uma queda expressiva de 93,5% em comparação com o ano anterior. A captação líquida totalizou R$ 4 bilhões, um resultado significativamente inferior aos anos anteriores. Essa retração é atribuída principalmente à manutenção da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em planos VGBL para aportes acima de R$ 300 mil, medida que desestimulou novos investimentos no setor.
Edson Franco, presidente da Fenaprevi, classificou 2025 como um ano de perdas para a sociedade e a economia, destacando o impacto negativo na poupança de longo prazo. Apesar da desaceleração, o setor ainda administra um volume considerável de R$ 1,8 trilhão em ativos, representando 14% do PIB brasileiro, e atende a mais de 11,2 milhões de pessoas com planos de previdência.
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