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Novo exame de sangue detecta câncer de pâncreas em estágios iniciais

Pesquisadores desenvolveram um exame de sangue com quatro biomarcadores capaz de detectar o câncer de pâncreas em estágios iniciais com alta precisão, prometendo melhorar as taxas de sobrevida.

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Foto: InfoMoney
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03/02 às 11:02

Pontos principais

  • Um novo exame de sangue foi criado para detectar o adenocarcinoma ductal pancreático, uma forma agressiva de câncer de pâncreas.
  • Cientistas da Universidade da Pensilvânia e da Clínica Mayo identificaram as proteínas ANPEP e PIGR como novos biomarcadores para o câncer de pâncreas em estágio inicial.
  • A combinação de ANPEP e PIGR com os marcadores existentes CA19-9 e THBS2 formou um painel que detectou 91,9% dos casos de câncer de pâncreas em todos os estágios e 87,5% em estágios iniciais.
  • O teste de quatro marcadores conseguiu diferenciar pacientes com câncer de indivíduos saudáveis e de pessoas com doenças pancreáticas não cancerosas.
  • O estudo retrospectivo sugere a necessidade de testes adicionais em populações maiores para validar o uso do exame como ferramenta de triagem para indivíduos de alto risco.

Pesquisadores desenvolveram um exame de sangue inovador que promete revolucionar a detecção precoce do câncer de pâncreas, uma doença frequentemente diagnosticada em estágios avançados, o que resulta em baixas taxas de sobrevida. O novo teste utiliza um painel de quatro biomarcadores — ANPEP, PIGR, CA19-9 e THBS2 — para identificar o adenocarcinoma ductal pancreático com alta precisão.

Cientistas da Universidade da Pensilvânia e da Clínica Mayo foram responsáveis pela descoberta das novas proteínas ANPEP e PIGR, que se mostraram elevadas em pacientes com câncer de pâncreas em estágio inicial. A combinação desses novos marcadores com os já conhecidos CA19-9 e THBS2 permitiu ao exame detectar 91,9% dos casos em todos os estágios e impressionantes 87,5% em estágios iniciais. Este avanço é crucial, pois a detecção precoce é fundamental para um tratamento eficaz e para aumentar as chances de cura. O estudo retrospectivo realizado justifica a realização de testes adicionais em populações maiores para confirmar a eficácia do exame como uma ferramenta de triagem, especialmente para pessoas consideradas de alto risco.

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