Nova York confirmou 13 mortes relacionadas à hipotermia desde o fim de janeiro, durante um período de 11 dias consecutivos com temperaturas abaixo de zero, em meio a um aumento da população de pessoas sem-teto na cidade.
Nova York enfrenta uma crise humanitária com o registro de 13 mortes relacionadas à hipotermia desde o fim de janeiro, em um período de 11 dias consecutivos de temperaturas abaixo de zero. O prefeito Zohran Mamadani confirmou que a hipotermia "teve um papel" em 13 das 16 mortes ocorridas nesse intervalo. A situação é agravada pelo crescente número de pessoas sem-teto na cidade, embora nenhuma das vítimas estivesse dormindo nas ruas no momento da morte, e algumas já tivessem contatado serviços de abrigo.
A cidade tem intensificado seus esforços para mitigar os riscos, oferecendo centros de acolhimento de emergência e veículos com pessoal de saúde, que já encaminharam mais de 930 pessoas para abrigos. Contudo, o número de mortes relacionadas ao frio tem aumentado, com 54 óbitos registrados em 2022. O controlador financeiro Mark Levine estima que há "dezenas de milhares" de nova-iorquinos sem lar, majoritariamente famílias com crianças, e a população em abrigos municipais cresceu de 22.955 em 2000 para 62.679 em 2020, evidenciando a urgência da questão.